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O Movimento Unificados pela população de rua e o seu papel no combate a pandemia do novo coronavírus

15/07/2020 14:00

Escola Livre de Redução de Danos

Edital Apoio Emergencial ELRD para ativistas,

O Movimento Unificados pela população de rua e o seu papel no combate a pandemia do novo coronavírus

Por Aline Cavalcanti O novo coronavírus (SARS2-CoV2) chegou inicialmente no Estado de Pernambuco através de pessoas vindas do exterior ou das  que tiv

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Produção selecionada no Edital de Apoio Emergencial da ELRD para ativistas, artistas e trabalhadores informais.
Por: Aline Cavalcanti


 

O novo coronavírus (SARS2-CoV2) chegou inicialmente no Estado de Pernambuco através de pessoas vindas do exterior ou das  que tiveram contato com alguém  vindo dos países que apresentaram casos do COVID-19. Por essa característica ficou conhecido como o vírus dos ricos por atingir primeiramente a parcela da população residentes em bairros nobres. Foi no dia 16 de março que ocorreu a primeira transmissão comunitária no Estado, que é quando não é possível detectar quem foi o transmissor.  

 

Em pouco tempo os casos do COVID-19 se espalharam em Pernambuco, principalmente no Grande Recife, primeiramente nos locais mais elitizados, mas seguiu para as comunidades, locais com alto nível de vulnerabilidade por sofrerem com a negligência do poder público. São nos bairros periféricos que as necessidades básicas são ofertadas de forma precária a exemplo da constante falta de água e do saneamento quase inexistente. 

 

Como higienizar frequentemente as mãos com água e sabão se muitas comunidades não possuem água regularmente na torneira? 

 

Além das pessoas residentes em comunidades, existem as que estão em situação de rua, e com o isolamento social ficaram sem ter para onde recorrer para conseguir um alimento ou um local para a higiene pessoal. 

 

Com a demora de uma resposta efetiva do Governo do Estado para garantir a segurança dessa parcela da população, a sociedade civil  e os movimentos sociais precisaram agir para minimizar os impactos causados pelo coronavírus e a falta de assistência recebida. Foi o caso do Movimento Unificados pelo Povo de Rua (uma iniciativa da Arquidiocese de Recife e Olinda) e voluntários que atuam oferecendo refeições, locais para banho, e distribuindo cestas básicas em alguns bairros de Recife. Em Olinda atuando apenas com as rondas de distribuição de marmitas. 

 

Segundo, Priscilla Hollanda, uma das coordenadoras dos voluntários da Unificados pelo PSR, a população em situação de rua demorou a ser auxiliada pelo governo e hoje após muito tempo do decreto de distanciamento social a atuação do governo ainda é muito pequena. Atualmente a ação atua em parceria com o governo por entender que de alguma forma exerce uma atividade que é função dele exercer. 

 

"A gente percebe que é uma população que infelizmente, ainda precisa muito ser assistênciada, a gente dialoga sobre a necessidade de não só assistenciar mais gerar oportunidade para a mudança de vida. Mas essa população ainda precisa de muita assistência,são pessoas que não tem onde comer,não tem onde tomar banho, não tem como ir ao banheiro. Principalmente onde todo o comércio ao redor, onde estão localizados a maior parte da população de rua no Recife, não estão funcionando. Como é que a população de rua pode ir ao banheiro, podem ir tomar banho se quem assistencializava eles não estão atuando? então surgimos com essa proposta."  Explica, Priscilla. 

 

Por dia a ação distribui em torno de três mil marmitas divididas entre 800 pelo café da manhã onde parte delas são direcionadas para a ronda que as distribuem em vários bairros do Recife, o almoço que são preparadas mil marmitas em parceria com o Senac e o governo do Estado, e o jantar com mais 800 marmitas.  Essas refeições diárias são distribuídas no Armazém do Campo, no Bairro de Santo Antônio, no Recife. 

 

Além dessa produção de marmitas existe o fornecimento de um espaço para o banho, esses serviços não necessitam de um cadastramento prévio. Já para a atuação de distribuição de cestas básicas nas comunidades é preciso um cadastramento que é feito através de uma visita à comunidade e uma conversa com as pessoas e a liderança comunitária.

 

"A gente entende que a  nossa ação promove o básico que é a alimentação e a higiene e a partir disso entendemos que em um momento de coronavírus garantir a alimentação é garantir que essas pessoas sejam nutridas que elas consigam ter a quantidade de vitaminas e tudo que precisam.  As nossas refeições são feitas a partir de uma decisão junto com o nutricionista, a gente tenta garantir uma alimentação balanceada para garantir nutrientes para essas pessoas e a higiene também é um ponto importante. A gente entende que por mais que a nossa ação garanta o básico sabemos que esse básico também é importante para para a proteção nesse momento, então entendemos sim, que de alguma forma podemos está colaborando para diminuir a infecção por coronavírus dentro desse meio," complementa.

 

Para se voluntariar é preciso não participar do grupo de risco e não residir com alguém que esteja enquadrado nesse grupo, também não é permitido ser trabalhador da área de saúde como forma de proteger os voluntários e os beneficiados pela ação. Todos os voluntários recebem os EPIS necessários e possuem espaços para as lavagens das mãos. Também são distribuídos um manual de boas práticas informando tudo que é preciso fazer para que os voluntários se mantenham protegidos. 

 

Quer se voluntariar? se inscreva no  link: bit.ly/TodosPelaRua-Voluntarios. Conheça a Ação através da página do instagram @unificadospsr.  


 

Bio: Aline Cavalcanti é formada em Rádio Tv e Internet pela Universidade Federal de Pernambuco e Comunicadora Popular. 


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